
Pára de falar.
Pára de escrever o que sentes.
Pára de fingir que sabes, quando te perguntam “Porquê?”.
Nunca viveste o suficiente para saberes do que falam, nunca te responderam quando sangraste as palavras que tens cravadas no peito, os teus pensamentos são certezas absolutas sem fundamento.
Nunca foste o suficiente para alguém, nem encheste alma alguma daquela inspiração que faz crescer livros…

As pálpebras ainda meio adormecidas e a vontade de chorar – madrugadora nata – já batia à porta. O meu peito, qual pugilista, bate com toda a força que tem, em intermináveis assaltos, onde ele nem sempre ganha. Está cansado, roxo, dorido, manco e ” cair e levantar” é o que de melhor sabe fazer. Passeaste nos meus sonhos, hoje, e parecia Verão. Os meus cobertores viraram braços e a tua cara…